FFRF’s “fool me once” campaign asks onlookers to judge religion October 19, 2011

À venda nos melhores hospícios. 

À venda nos melhores hospícios. 

Duas mãos trabalhando podem fazer mais do que um milhão fechadas em oração. 

Duas mãos trabalhando podem fazer mais do que um milhão fechadas em oração. 

adeepseafish:

deusesastronautas:

A diferença é justamente essa: quando um religioso fala de Stálin ele está argumentando, ou seja, fundamenta-se em outras bases, da crítica, do debate, é diferente de uma piada contra ateus. 

Entendi seu ponto de vista.
Vou retirar uma parte dos quotes só para fazer mais um comentário, sem intenções de debates acalorados ou de desavenças.
Se um religioso estampar numa camiseta “Ateísmo teve sua chance de mudar o mundo: Se chama Stálin e 23 milhões de mortos” e alguém sagazmente fazer um Demotivator escrito “TRUE WORDS - Were never spoken” Não também seria uma piada? O que você diria sobre essa piada, como reagiria a ela?

Neste contexto de demotivators eu poderia abrir outra linha e tentar colocar outra frase de efeito. Se eu visse num blog, mudaria de página. Não estou dizendo que piadas sejam inocentes, como eu disse, sempre há um fundamento político, da mesma maneira que, independentemente do sentido, sempre há um estereótipo. Eu nunca usaria a camiseta acima, coloquei o “aceito como presente de natal” como uma ironia, mas acho que funciona como chiste, assim como a que você sugeriu. Podemos levantar questões de validade, mas sempre levando em consideração de que solo aquilo surgiu.
Reconheço que há algo dúbio na imagem. Eu sempre levo os demotivators para o lado da brincadeira, mas, neste caso, a legenda dá a impressão de ser uma declaração, talvez isso seja o grande complicador, o que tenha gerado interpretações tão díspares. Eu não sou o autor, mas como publiquei, aceito todas as críticas e espero ter deixado clara a minha posição. E sem querer ser repetitivo, apenas para enfatizar, não são contra críticas a piadas e não acho que elas sejam inocentes e não possam ser levadas adiante em análises, mas se as tomarmos como um texto, precisamos entender também as suas especificidades.
De qualquer forma, fico feliz pela discussão, esse blog andava muito parado. Obrigado pelos pontos que você levantou, vão me fazer refletir mais sobre as coisas que posto aqui. (não quero encerrar o debate com isso, é só uma observação)

adeepseafish:

deusesastronautas:

A diferença é justamente essa: quando um religioso fala de Stálin ele está argumentando, ou seja, fundamenta-se em outras bases, da crítica, do debate, é diferente de uma piada contra ateus. 

Entendi seu ponto de vista.

Vou retirar uma parte dos quotes só para fazer mais um comentário, sem intenções de debates acalorados ou de desavenças.

Se um religioso estampar numa camiseta “Ateísmo teve sua chance de mudar o mundo: Se chama Stálin e 23 milhões de mortos” e alguém sagazmente fazer um Demotivator escrito “TRUE WORDS - Were never spoken” Não também seria uma piada? O que você diria sobre essa piada, como reagiria a ela?

Neste contexto de demotivators eu poderia abrir outra linha e tentar colocar outra frase de efeito. Se eu visse num blog, mudaria de página. Não estou dizendo que piadas sejam inocentes, como eu disse, sempre há um fundamento político, da mesma maneira que, independentemente do sentido, sempre há um estereótipo. Eu nunca usaria a camiseta acima, coloquei o “aceito como presente de natal” como uma ironia, mas acho que funciona como chiste, assim como a que você sugeriu. Podemos levantar questões de validade, mas sempre levando em consideração de que solo aquilo surgiu.

Reconheço que há algo dúbio na imagem. Eu sempre levo os demotivators para o lado da brincadeira, mas, neste caso, a legenda dá a impressão de ser uma declaração, talvez isso seja o grande complicador, o que tenha gerado interpretações tão díspares. Eu não sou o autor, mas como publiquei, aceito todas as críticas e espero ter deixado clara a minha posição. E sem querer ser repetitivo, apenas para enfatizar, não são contra críticas a piadas e não acho que elas sejam inocentes e não possam ser levadas adiante em análises, mas se as tomarmos como um texto, precisamos entender também as suas especificidades.

De qualquer forma, fico feliz pela discussão, esse blog andava muito parado. Obrigado pelos pontos que você levantou, vão me fazer refletir mais sobre as coisas que posto aqui. (não quero encerrar o debate com isso, é só uma observação)

adeepseafish:

deusesastronautas:

Essa camiseta gerou muita polêmica, então vamos a alguns comentários:
1 - Trata-se de uma piada, ou seja, em qualquer piada há um preconceito ou uma generalização. 
2 - Se for para “dar uma olhada nos textos”, o que em qualquer post de humor resistiria ao crivo da história ou das ciências sociais?
3 - Se a ironia ou o sarcasmo são simplesmente desconsiderados, a maioria das coisas que os blogs ateus dizem sobre a religião não passaria de puro preconceito.
Em resumo: isto é uma provocação, não um artigo.

Espere, então algo que está equivocado/errado pode ter sua natureza equivocada/errada ignorada porque é uma provocação? Se vamos usar algo para criticar, por que não tentamos criticar de uma forma correta? Acredito que ateus e, principalmente, humanistas, sempre busquem a verdade, o conhecimento, e tentem espalhar essa verdade e conhecimento, afinal, é assim que a ciência funciona - Se descobrimos que uma teoria científica não está exatamente correta, vamos corrigi-la e pensar nela de novo. É isso que diferencia ciência e religião.
Eu concordo plenamente com a crítica à religião. Só acho que o argumento da camiseta - Piada ou não - Seja fraco.
Ou então, sei lá, religiosos podem falar que o ateísmo matou milhões porque Stálin, Mao e esse pessoal era ateísta e anti-teísta, e a gente não vai falar nada porque é só uma provocação e não um artigo.


A diferença é justamente essa: quando um religioso fala de Stálin ele está argumentando, ou seja, fundamenta-se em outras bases, da crítica, do debate, é diferente de uma piada contra ateus. As piadas podem ser criticadas e/ou analisadas, desde que estejam em seu contexto. Ou seja, se a piada é fraca, ruim ou não atingiu seu objetivo é uma coisa, outra é estruturá-la como se fosse uma afirmação de outra espécie, como, no caso, uma categorização historiográfica. Podemos levantar os porquês sociológicos, antropológicos e linguísticos a respeito de piadas e de seu funcionamento, ou seu fundamento político, no caso, este tipo de provocação, mas transformá-la em discurso é retirar sua razão de ser. 
De forma alguma quero dizer que o que o está escrito seja o correto, a Verdade, que não seja condenável ou criticável, apenas que retirar este objeto de sua natureza é um erro analítico. Ademais, resolvi responder porque outras pessoas se manifestaram. Eu concordo que chamar Idade Média de Idade das Trevas seja um preconceito, assim como pensar o cristianismo hoje a partir da igreja medieval e da inquisição sem determinadas mediações históricas é um erro, mas não me impede de fazer piada, o que é muito diferente de defender esta ideia na academia, em um debate, num jornal, por exemplo. 

adeepseafish:

deusesastronautas:

Essa camiseta gerou muita polêmica, então vamos a alguns comentários:

1 - Trata-se de uma piada, ou seja, em qualquer piada há um preconceito ou uma generalização. 

2 - Se for para “dar uma olhada nos textos”, o que em qualquer post de humor resistiria ao crivo da história ou das ciências sociais?

3 - Se a ironia ou o sarcasmo são simplesmente desconsiderados, a maioria das coisas que os blogs ateus dizem sobre a religião não passaria de puro preconceito.

Em resumo: isto é uma provocação, não um artigo.

Espere, então algo que está equivocado/errado pode ter sua natureza equivocada/errada ignorada porque é uma provocação? Se vamos usar algo para criticar, por que não tentamos criticar de uma forma correta? Acredito que ateus e, principalmente, humanistas, sempre busquem a verdade, o conhecimento, e tentem espalhar essa verdade e conhecimento, afinal, é assim que a ciência funciona - Se descobrimos que uma teoria científica não está exatamente correta, vamos corrigi-la e pensar nela de novo. É isso que diferencia ciência e religião.

Eu concordo plenamente com a crítica à religião. Só acho que o argumento da camiseta - Piada ou não - Seja fraco.

Ou então, sei lá, religiosos podem falar que o ateísmo matou milhões porque Stálin, Mao e esse pessoal era ateísta e anti-teísta, e a gente não vai falar nada porque é só uma provocação e não um artigo.

A diferença é justamente essa: quando um religioso fala de Stálin ele está argumentando, ou seja, fundamenta-se em outras bases, da crítica, do debate, é diferente de uma piada contra ateus. As piadas podem ser criticadas e/ou analisadas, desde que estejam em seu contexto. Ou seja, se a piada é fraca, ruim ou não atingiu seu objetivo é uma coisa, outra é estruturá-la como se fosse uma afirmação de outra espécie, como, no caso, uma categorização historiográfica. Podemos levantar os porquês sociológicos, antropológicos e linguísticos a respeito de piadas e de seu funcionamento, ou seu fundamento político, no caso, este tipo de provocação, mas transformá-la em discurso é retirar sua razão de ser. 

De forma alguma quero dizer que o que o está escrito seja o correto, a Verdade, que não seja condenável ou criticável, apenas que retirar este objeto de sua natureza é um erro analítico. Ademais, resolvi responder porque outras pessoas se manifestaram. Eu concordo que chamar Idade Média de Idade das Trevas seja um preconceito, assim como pensar o cristianismo hoje a partir da igreja medieval e da inquisição sem determinadas mediações históricas é um erro, mas não me impede de fazer piada, o que é muito diferente de defender esta ideia na academia, em um debate, num jornal, por exemplo. 

Essa camiseta gerou muita polêmica, então vamos a alguns comentários:
1 - Trata-se de uma piada, ou seja, em qualquer piada há um preconceito ou uma generalização. 
2 - Se for para “dar uma olhada nos textos”, o que em qualquer post de humor resistiria ao crivo da história ou das ciências sociais?
3 - Se a ironia ou o sarcasmo são simplesmente desconsiderados, a maioria das coisas que os blogs ateus dizem sobre a religião não passaria de puro preconceito.

Em resumo: isto é uma provocação, não um artigo.

Essa camiseta gerou muita polêmica, então vamos a alguns comentários:

1 - Trata-se de uma piada, ou seja, em qualquer piada há um preconceito ou uma generalização. 

2 - Se for para “dar uma olhada nos textos”, o que em qualquer post de humor resistiria ao crivo da história ou das ciências sociais?

3 - Se a ironia ou o sarcasmo são simplesmente desconsiderados, a maioria das coisas que os blogs ateus dizem sobre a religião não passaria de puro preconceito.

Em resumo: isto é uma provocação, não um artigo.

Flatulência primordial

The Empire Strikes Backs

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